Na escuridão dos dias, quando nada tem sentindo
Quando a loucura ímpia me aquece com seus espinhos
Eu me sinto deslocado com meus pecados impunes
A imagino ao meu lado e sinto falta do seu perfume
Na perfeição do seu sorriso, na doçura de seus lábios
Eu desperto por um motivo e desfaleço anestesiado
Eu me corto toda noite só pra me ver sangrar
Eu me corto toda noite e ninguém parece se importar
Na dor do silencio eu posso ver
Destilando o veneno, esmorecendo com prazer
Refém dos caprichos e das lagrimas intimas
Adormeço sobre os lírios e desperto sem vida
Desistindo dos meus sonhos eu aceito este pacto cruel
Açoitando o meu corpo, vendo por tão pouco o meu céu
Suicídios sucessivos, a cada noite ela é mais bela
Se aproximando em um vacilo, eu mutilo suas pétalas
Noite após noite eu a encontro no silêncio escuro
Ridicularizando meu esforço com seu sibilo tão confuso
Outonos se desperdiçam em elegias tão banais
Palavras não te diriam como meu ímpeto se desfaz
domingo, 13 de maio de 2007
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